segunda-feira, outubro 26, 2009

a.m

Uma música...Ela sonha pra mim, ela dorme por mim, ela "eu te amo".
Lembro todas as vezes que a conheci e a continuo conhecendo.
Um pecador seria quem não a visse.
Pecadores. Eu não.
A vejo, a.m, todo dia. Me vejo nela.
Me aponte, me julgue, sou eu, não ela.
Ela é o tudo que se pode ser aqui, colhendo.
Sou eu quem a faço chorar? Sou eu que devo pagar.
Quem dera merecesse cada conselho seu.
Apenas falo isso, pois tudo, é você.



P.S.: Para minha mãe.

Um comentário:

  1. Nas teorias sobre textos pós-modernos, diz-se que de tão fragmentada está a sociedade e seus antigos valores, que até os nomes das personagens ficam fragmentados e sem aparência. Não aqui. Aqui em curto período textual o que temos é zelo, autoavaliação de filha e ser, é proteção por quem sabe estar sendo amado e protegido, mesmo que o sangue precise novamente escorrer. O cordão maior e invisível, que não mais umbilical, é o que une o olhar da genitora e o rebento. que olhar belo então.

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