Se deitou cansada do cansaço, mas algumas horas depois se cansou de ser tão vulnerável e ficou absorvendo aquele ar de fechar as portas e também as pálpebras.
Usou a artimanha mais digna de ser isenta mas insistiu, e é assim que começa o dia como uma pessoa imemóravelmente trivial.
Arrumou uma bagunça e mesmo sendo comum e indiferente, imagina que se souberem vão relevar-se falantes.
Não aguentava seu coração, parecia um assassino amarrado pelas mãos e pelas pernas, insistindo a liberdade.
Já viram um assassino sentado numa praça, lendo prosa romântica?
E entrar em um antiquário sem perceber que podia ser o fim ou somente o fim do corredor?
É uma paixão por qualquer coisa que seja mais anoso que você.
Foi ao encontro da onde saiu a primeira vez.
Se sentia no banco de trás de qualquer carro em estrada com pedras inconvenientes.
E quase foi quando precisou tomar café, mas chegou uma hora e foi, voltou a ser quase vulnerável de novo...e a demora.
-Não quero descansar, respondeu...
E mesmo que o cansaço viesse a derrubar o insone embrigado por tuas palavras, ele iria sonhar com cada palavra tua, e dormindo sorriria.
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