Esses dias toquei-me pensando em como seria um estado do mundo, e estado pessoal impotente, em que quando alguma pessoa morrer, ela fosse automaticamente puxada, engolida, sugada por nossa memória, confesso que não imaginei isso transportado pro real, pensei nisso como uma história qualquer, um pensamento mesquinho, que carrega qualquer dor maior do mundo, e uma mãe dizendo pro filho, ao mesmo tempo uma garota dizendo pra teu verdadeiro amado apenas em teus pensamentos, e ao mesmo tempo muitas pessoas cientes dessa atrocidade dizendo com uma dor infernal: eu não quero esquecer ou, que porra, isso devia depender da nossa escolha, ou qualquer coisa mais clichê que isso e quem sabe mais doloroso impossível.
Não morre, não some, some, não vai, eu não quero esquecer-te, eu não quero ter a possibilidade de te esquecer, eu cansei da mutilação, eu cansei de evitar facilmente pensamentos doídos.
E puf, o mundo ficaria exausto de tanto esquecimento.
E as pessoas, não se lembrariam.
Mundo? Quem é esse?
Me deixa te contar uma coisa boa, eu quero ser o vento que sopra, a folha que não seca, a insônia, ou qualquer coisa eterna.
Estamos tão acostumados e ser perdoado por alguma coisa, ou ter a quem recorrer.
Eu desejaria a morte de certas coisas, confesso.
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