Com certeza meu sono sente a dificuldade da dor consumida entre tantas que são.
Nessa realidade estranha e autorizada, o mundo parece mesmo estar flutuando, sem cordão ou vontade de quem nele fica.
Qualquer surto assusta pois roda a manivela dos seus habitantes enferrujados. Enferrujados porque no passado rolaram por entre suas peles passadas, suor e lágrimas, álcool e saliva.
Sem nenhuma história infinita, esse presente parece ser.
Um movimento de silêncio que pode ser escutado, mas os ouvidos estão encostados.
Nada do que foi antes, nem após o dia do outro.
A sentença tem propriedade, mas quem há de querer escolher o tipo?
Onde tudo se conserva desanunciado, os peitos pra dentro se confortam.
Banhados de crenças, acontecendo de uma vez só. Fazendo-os ridicularizar qualquer pedido de novidade, pois não dizemos mais essa palavra.
Será que sabiam que chegaria o tempo em que as palavras extintas teria que ser a principal preocupação? Mas não é como deveria.
As articulações apelam sensações e cosmos, mas nelas tatuaram bandeiras.
Sem juízo essa minha moradia.
Sensata a formalidade fuzilada.
Nunca as crianças, grandes do amanhã, se sentiram são entorpecidas.
Nunca as camas brancas foram tão propícias.
Nunca houve tanto espaço nas gargantas, é insaciável!
A propósito, as cinzas caem sempre no nosso joelho e vemos alguns no cabelo da pessoa da frente.
E essa pessoa que está na frente, está a frente, por isso tem cabelo.
Os que não tem, gostam: Sorte nossa!
Como foi ensinado.
Foi difícil acostumar-me com os uivos.
A cada passo leviano meu, os que seguem não escorregam.
A Face solta: Cuidado, é concreto...Foi eu que fiz.
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