quarta-feira, novembro 17, 2010

Barthes e eu

Posso "momentar-me" na hipnose por conta do abismo, abraçar-te na busca da união, perder a capacidade da linguagem e apelar pro dia; que foi adorável, afirmar uma afirmação por amar mais a inflamação, falhar e ver falhas; alterando as respectivas imagens, criar uma ficção por conta da angústia sem aparências, amar o amor e esquecer que não quero anular nada, culpar-te e desenvolver a auto destruição; promovendo em mim um ser ascético; sem querer, perceber no ambiente; que é você, as palavras que estão em extinção, ficar; em consequência de ausências, escrever de mim; não podendo entreter-te, me perder e suplicar destruições inconscientemente, debater verso por verso; simetricamente, sem nunca dar fim a cena, apelar para a expressão corporal, “gaundiar” e degradar-me na restrição, sofrer por exclusão, agressividade, loucura e principalmente pelo consenso; comum, indigno, sacrificar-me; mas logo em seguida, anular-me... Fazer isso, por uma obra incompleta, sem constatações. Buscando a compreensão e preparando um solo cheio e patético... Eu prometo, vou tentar compreender, mas nunca me ater.

2 comentários:

  1. repostando:
    pesar de ser um discurso solitário, individual, sujeito às transmissões de emoções em comum, o mais importante é não se anular: não desprezar as possibilidades do sentir em qualquer modalidade amorosa. há vários tipos de amor e é só você que pode escolher como amar: amar o amor. como pode ter gente que acha que ama quem não ama? amor é entrega; amor é corporal, corpóreo ou mental; amor é receber reconhecendo: é um produto de uma ordem natural dessa entrega: é o que (ou como) ambos fazem com esse (ou desse) produto; amar a presença, amar um cheiro, um jeito ou a voz... um amor não apropriado, individual-coletivo, livre de escolhas: completar-se (não anulativo).
    amar é tanta coisa... é bem mais que isso. e é aí que ele se torna inefável: afável.

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